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Caminhadas PICCADILLY

Conheça a história da dona das pistas de corrida

Bia Figueiredo é uma mulher que quebra padrões, afinal, quem disse que pilotar carro de corrida é só esporte para homens? Com 26 anos de carreira, atualmente ela é a única mulher brasileira que compete na Stock Car.  O amor pelo esporte vem desde de muito cedo. Mas, engana-se quem acha que ela tinha familiares no automobilismo. Filha de pai médico e mãe dentista, a paixão surgiu com apenas três anos de idade enquanto via Ayrton Senna no auge da carreira. Bia sempre teve o apoio da família e aos oito anos já estava participando das suas primeiras corridas.  Os desafios da convivência em um ambiente predominantemente masculino veio desde muito cedo já que durante a infância e adolescência ela era a única presença feminina nas corridas de sua categoria. Inclusive, seu primeiro kart teve que mudar de cor, pois os meninos não gostavam de perder para uma menina pilotando um carro rosa. Quando perdiam para Bia, sofriam com as brincadeiras vindas de seus técnicos, mecânicos e até mesmo da própria família. Atualmente, ela já se acostumou e até esquece que é mulher quando está correndo. “Quando põe o capacete nem dá para perceber, então é só acelerar ao máximo para vencer a corrida”, conta.  Mesmo com pouca participação feminina no automobilismo, a mudança está vindo aos poucos. Em janeiro deste ano, Bia correu pela primeira vez com uma equipe 100% feminina nas 24 Horas de Daytona, a tradicional corrida de carros protótipos e de gran turismo na Flórida (EUA). Já no Stock Car, ela conta com uma engenheira, Rachel Loh, em sua equipe. Também é mentora de Antonella Bassani, 12 anos, jovem pilota de kart como um dia ela mesma foi. Seu incentivo às mulheres também está nos negócios. Este ano ela se tornou investidora e embaixadora da startup Lady Driver – plataforma de locomoção exclusiva para mulheres. O que mais lhe atraiu foi valorizar mulheres no volante. Segundo Bia, é mais do que um negócio, é um propósito.  Nas competições, além da resistência física – a temperatura do carro fechado pode chegar a 60ºC -, também é necessário muito controle emocional. O esporte lhe trouxe muita resiliência e lições para a vida, entre elas: ter determinação, lidar com as adversidades e nunca desistir. Focada, Bia aprendeu a ser mais racional, não se abalar por qualquer coisa e sempre ir atrás dos seus objetivos e resultados. E esse é o seu principal recado para todas as mulheres, seja para aquelas que desejam acelerar os carros de corrida ou seus próprios negócios: “dedicação e fazer do coração”.

 

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